A Universidade de Manchester pela investigadora Doutora Bárbara Ribeiro publicou um estudo sobre o efeitos da inteligência artificial (IA) na sociedade. A investigadora salienta que o desenvolvimento de novas tecnologias está frequentemente associado a desvios relativamente aquele que é o interesse da sociedade e o resultado pode ser discriminatório. Bárbara Ribeiro coloca assim o ênfase nas entidades reguladoras para assegurarem que o desenvolvimento da IA possa ser democrático e um benefício geral.

As entidades reguladoras não devem ter como certo o que entendem por benefício público e devem saber e entender as preocupações dos utilizadores finais da tecnologia, assim como dos potenciais utilizadores.

A investigadora lembra ainda que é a sociedade quem financia as investigações através dos seus impostos e por isso interessa assegurar que haja um benefício justo e social em resultado das tecnologias. Mais ainda, esta tecnologia depende de enormes quantidades de dados recolhidas no quotidiano da sociedade e que os algoritmos gerados podem influenciar decisivamente a vida das pessoas em tomadas de decisões em todos os domínios, é por isso essencial que sejam justas e que não haja grupos sociais excluídos.  

Bárbara Ribeiro enfatiza ainda que é necessário que as entidades reguladoras entendam quais são as capacidades da IA hoje e do que ela pode ser capaz daqui a 5 anos.